Textos rabiscados são os que contêm os mais lindos sentimentos relatados. Muitas das vezes nós não acreditamos na nossa capacidade de fazer um texto realmente bom ou que seja pelo menos interessante. Entregamo-nos por completo na escrita e na hora que lemos, achamos que não ficou bom ou que não tem nada a se aproveitar daquele pedaço de papel. Mas, com o passar do tempo, aprendi que o que mais interessa é o que você pensa e como expressa isso. Na hora de reler o texto e refletir sobre ele, nunca deve-se pensar: “O que vão achar disso?”, mas sim entender que o que realmente interessa é o que você passará através dele, independentemente das opiniões alheias. Dessa forma não teremos medo de pegar a caneta e deixar fluir os mais puros sentimentos em forma de palavras e o resultado daquele texto pode ser incrivelmente mágico. E esse pequeno pedaço de magia pode tocar corações e fazer com que outras pessoas reflitam sobre o assunto tratado, podendo elas gostar, porem algum defeito ou simplesmente aprender com ele e ver a vida com outros olhos. Olhos puros que enxergam as coisas boas e não dão tanto valor para o que as fazem se sentir mal. Esse texto também pode fazer com que quem o escreveu aprenda algo valioso e passe a enxergar a vida com esses olhos de quem sabe aproveitar o que é bom e desprezar aquilo que trás o mal. Essa mania de nos importarmos com o que pensam os outros pode limitar a nossa capacidade de expor os nossos sonhos, medos e convicções. A coisa mais pura que existe é o sonho. Porque nele somos diferentes do que os outros querem que sejamos. Neles nós somos aquilo que realmente trazemos dentro do peito. Não temos medo de simplesmente ser. Seja o que esse “ser” significar. E na hora que escrevemos os nossos textos, esse ser vem à tona e se mostra nas entrelinhas daquele papel. Mas na maioria das vezes, não aceitamos o que realmente somos e nos damos o direito de rabiscar essas entrelinhas e escrever em seus lugares coisas que não são reais, que não são verdadeiras. Damo-nos o direito de escrever coisas que nós não somos. O que somos nada depende das opiniões alheias, e sim, de sua própria opinião. Sendo assim, aprender a dar valor em nós mesmos é mais importante do que tentar agradar o outro.
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